O jovem editor's Blog

novembro 18, 2010

A garantia da eloqüência e a empáfia política

Filed under: Crônica,Devaneios,Jornalismo,Uncategorized — ojovemeditor @ 1:01 am

Assim que tomei ciência da declaração do “compromisso” político no que tange garantias quanto à liberdade de expressão e direitos de uma imprensa livre senti um profundo pesar e me apiedei da população que por ventura seja lograda por este pobre discurso retórico.

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setembro 11, 2010

A ditadura da Informação

Filed under: Artigos,Crônica,Devaneios,Divulgação,Jornalismo — ojovemeditor @ 10:19 pm

Na manhã de hoje, 11, o 8° andar da Associação Riograndense de Imprensa foi tomado por jornalistas, fotógrafos, empresários e simpatizantes do pleno exercício democrático que prega a liberdade de expressão.

O motivo tem gênese na solidariedade e na ideologia dos partidários à causa de um jornal comunitário com 25 anos de história e de inegável relevância à sociedade gaúcha, quando nos permitimos um breve passeio ante as páginas amareladas, dos caóticos arquivos  empilhados, que revelam reportagens que este pequeno (mas importante) jornal prestou ao seu leitor e comunidade, alertando e evidenciando fatos que eram esquecidos, nublados e negligenciados pelas grandes empresas de comunicação do estado do Rio Grande do Sul. Mas “prestou”, “eram”? Não é justo que estes fatos continuem sendo redigidos e pautados por verbos pretéritos.  Pensando nisso, às 10:30 horas o Comitê Resistência JÁ iniciou suas atividades.

No auditório, Elmar Bones da Costa contou a sua história e experiência como jornalista e editor, buscando suas memórias no Coojornal e o golpe que o extinguiu; defendeu a escola do jornalismo ativo, de reportagem, de interesse social, baseada em fatos e que perde lugares ao modelo de “linha de montagem” das grandes redações e míngua ante o aparelho da atenção de uma sociedade permissiva e impulsionada pela informação breve, concisa, mas, muitas vezes, imprecisa. A justiça só é cega quando o povo compartilha o véu.

O Editor do Jorna JÁ, e sócio majoritário da JÁ Editores, sofre há 10 anos com ação cível por dano moral e outra criminal por injúria, calúnia e difamação. Ações, estas,  descabidas, que são encabeçada pela matriarca da família do ex-governador Germano Rigotto, dona Julieta, senhora de 89 anos e que parece ter impulsos passionais de sua filha, Dulce. A ação gira em torno de uma reportagem publicada em maio de 2001, na edição 287 do Jornal JÁ, que narrava as desventuras em série do personagem Lindomar Rigotto, filho de dona Julieta, por conseguinte irmão do ex-governador, que mais parecia protagonista de contos de mistério e horror de Sir Arthur Conan Doyle. Esta reportagem, assinada por Elmar Bones, é um exemplo de jornalismo a ser seguido e, com o perdão da ousadia, copiado. Tanto que, no que tange o processo criminal, foi endossado pela juiza Isabel de Borba Lucas, da 9ª. Vara Criminal, quando disse, em sentença, que: “Efetivamente analisando-se os três tópicos da reportagem conclui-se pela inexistencia de dolo no agir do querelado. Em nenhum momento o querelado tem por intenção ofender o falecido Lindomar Rigotto, filho da querelante, justamente porque reproduz passagens destes documentos e depoimentos.(…) A meu sentir, não se afastou da linha narrativa e teve por finalidade o interesse público, não agindo com o dolo, a intenção de ofender a honra do falecido Lindomar Vargas Rigotto.”

Mas o cível condenou o mesmo jornalista, que assina reportagem exemplar que “teve por finalidade o interesse público, não agindo com o dolo”, a pagar indenização por danos morais. Isso mostra a liberdade hipócrita e territorialista que é, utópicamente, vendida no campo da imagem e enfiada goela a baixo da população mascarada pelo uso político e controlado da informação e liberdade de expressão. Isso é censura; isso revela a ditadura da informação.

Contra essa ofensa democrática que nasce o Comitê Resistência JÁ, que tive o prazer de participar, como ouvinte.

Os presentes lançaram propostas e buscaram esmiuçar estratégias de ação que furem este bloqueio contra o livre exercício da imprensa, com objeto claro de emprestar força e trabalho voluntário na resistência à opressão que este jornal sofre por, oras, fazer o seu trabalho bem feito. Se isso é crime, os pobres mendigos e profissionais incompetentes seriam os únicos inocentes.

Friso que não se trata do “caso do Jornal JÁ”, do “caso de um jornal de bairro”, mas de um fato que atenta contra um princípio constituinte  que vem sendo utilizado amplamente nas campanhas dos candidatos à presidência da República (e que república será essa?).

A liberdade de imprensa é assegurada como principio democrático irrevogável e imprescindível em sua função reguladora do exercício do poder conferido aos governantes. E reguladora no tratar da prestação de um serviço de meio, informando a população dos fatos, portanto não me venham os políticos com o argumento pobre do chamado “Denuncismo”.

Refresco a memória do leitor com a informação de que a proibição ao exercício do jornalismo foi por terra em 1808, lavrada como lei em terras tupiniquins 180 anos depois com a fundamentação da Constituição Brasileira. Me digno a farejar o cheiro de rosas da prosa política dos candidatos como fedorento engodo calcado na extinção da Lei de Imprensa. Visivelmente como atentado violento ao exercício democrático, quando os deputados federais, denodados na sua ignorância, buscam meios de facilitar o fechamento do zíper da boca daqueles jornalistas exemplares, que buscam a notícia tal qual o fato. Como parecem querer fazer com Elmar Bones da Costa.

E, com todo o respeito, que a família Rigotto me processe, e que processe todos os micro-blogues, pequenos jornais e tantos outros locais que mantém seus ângulos obtusos à informação. Sem a arte tacanha de polvilhar o que é de interesse publicitário e de articulação política. E sem oprimir a veracidade de fatos que cutucam a casca da ferida alheia.

agosto 25, 2010

Festa e Transtorno

Filed under: Crítica,Crônica,Devaneios,Jornalismo — ojovemeditor @ 5:43 pm

Já passava das três horas de quarta-feira, 19, e o desfile dos pulmões, buzinas e cornetas delinqüentes dos torcedores lembravam um exército em marcha, pilhando o sossego e queimando a paz daqueles que buscavam descanso.

Nada contrário às comemorações, mas o que constitui minha ira é o desrespeito e falta de civilidade do torcedor. E, como acho generalizações burras, não coloco tudo no mesmo saco: existem, sim, torcedores exemplares que vibram, torcem e não extrapolam sua liberdade, interferindo no espaço de outrem.

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